O livro vai ser lançado dia 31 de Janeiro, no bar Onda Jazz, em Lisboa.
Aqui está desde já a capa:
Se quiserem comprar já sabem que é só deixar um coment...
"Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele no qual o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade que um tem do outro"
Sinceramente cada vez me questiono mais sobre se sinto amor ou necessidade. Mas também, bem vistas as coisas, não importa muito porque agora o que não tenho é relacionamento.
Deixemos lá esse pormenor para eu poder continuar o texto... É certo que eu sempre precisei de alguém para mimar e ser mimado e isso aliado à minha timidez resulta numa enorme carência. Daí poderá com certeza advir que alguém que me satisfaça nessa carência se torne numa espécie de Zahir.
Mas será mesmo assim? É certo que há quem diga que o amor advém sempre de uma necessidade. Talvez seja verdade... Mas isso teria lógica se ele satisfizesse essa necessidade, o que já há muito deixou de acontecer. Desde então, com certeza que houve quem quisesse satisfazer essa necessidade e eu tenha pura e simplesmente recusado (confesso que tentei não o fazer, mas não dá mesmo). Será que se fosse só a necessidade eu teria quase ultrapassado isto para depois o meu coraçãop disparar assim que vejo o meu suposto Zahir?
Não sei, não chego a conclusões, porque já nem sei se isto é amor. E se for, de que serve? Não há nada a fazer...
Não tenciono provar nada, não tenho de provar nada... Nem sei sequer o que poderia provar. Simplesmente me questionei e fui escrevendo. Já cheguei à minha conclusão, cada um chegue à sua... Não que isso interesse a alguém, mas já que tiveram o trabalho de ler...
O Portal de Lisboa e a Chiado Editora vão promover o lançamento da Antologia de Poetas Contemporâneos "Entre o Sono e o Sonho" com lançamento previsto para o segundo fim-de-semana de Janeiro no bar "Onda Jazz" em Alfama.
Eu sou um dos autores participantes na obra e como tal fui "obrigado" a comprar 20 exemplares da mesma, que obviamente posso vender. O preço de venda ao público é de 15€ mas eu posso vender ao preço que comprei (12,5€). Quem estiver interessado deixe comentário.
Os 20% das vendas destinados a direitos de autor revertem para a Fundação Santo António Maria Claret.
A água caía tranquila, dando vida a tudo à sua volta, fazendo sorrir as plantas, salpicando o lago onde os peixes se passeavam alegremente e as aves voavam procurando um porto de abrigo. Na cidade, as pessoas corriam, fugiam, ignoravam-se mutuamente, excepto quando naquele lufa-lufa acabavam por andar aos encontrões. Só naquele solitário jardim, abandonado com aquela tempestade repentina, havia alguém indiferente ao frio e à chuva. Havia já horas que ali estava, havia chegado ainda o sol iluminava tudo à sua volta, dando brilho às flores e reflectindo a sua adiante luz naquele lago, agora ignorado. Os pensamentos, esses eram ainda os mesmos, voavam, imaginavam cenas inimagináveis, mas centravam-se todos no mesmo rosto. Aquele rosto que fazia bater o seu coração, que parecia agora inanimado, batendo só por reflexo biológico. Reflexo que já nem sempre era desejável.
Havia alguns meses que tinha visto aquele rosto pela primeira vez, não sabia bem o que sentira, mas não mais o tinha esquecido. Recordava ainda cada sorriso, dqueles que se diz valerem mais que mil palavras, mas que na verdade valem por uma vida inteira. A partir daí tudo foi sendo embalado, por aquela força transcendente a que alguém convencionou chamar destino. Quando se encontraram pela seguinda vez, e após uma infinidade de sorrisos que o enfeitiçavam, deu-se aquele clic mágico, falaram-se enfim, agora já com palavras, mero acessório de toda aquela comunicação que já se vinha estabelecendo quando os seus olhares se trocavam. A partir daí, entraram num mundo de fantasia em que eram as personagens principais, naquele conto mais feliz do que jamais alguém conseguira sonhar.
Não mais deixaram de se falar, acordavam e adormeciam com o outro no pensamento e arriscar-me-ia a dizer que apesar da distância que insistia em mantê-los afastados, comunicavam até enquanto dormiam naqueles seus leitos que haviam deixado de pertencer a quem outrora pertenceram para passar agora a ser o berço onde repousavam aquelas novas pessoas que se haviam formado e que no seu íntimo se uniam numa só e repousavam agora com o seu único pensamento que os colocava lado a lado, para sempre, e incondicionalmente.
Contavam cada segundo que faltava para que os seus olhos se cruzassem novamente, para que as suas peles se sentissem, para que os seus lábios se entregassem àquele sentimento incontrolável. Mas agora os grãos de areia da ampulheta da suas vidas pareciam cair mais lentamente do que nunca, parecendo querer mantê-los afastados, mas conseguindo apenas uni-los cada vez mais nos seus sentimentos. Mas quando finalmente chegava o momento que tanto almejavam, o Universo parava novamente e eles eram aquilo que nunca tinham sido mas que sempre tinham desejado ser, eram aquilo que a sua verdadeira essência lhes tinha traçado. As suas mente uniam-se, partilhavam todos os receios, os medos, os desejos, as opiniões, os seus pensamentos mais reprimidos pela sociedade. Sociedade que já não existia mais, agora que tinham um mundo só seu.
Mas o que tinha levado então a que uma das personagens deste sonho estivesse agora sozinha, num dia chuvoso, sentada naquele banco de jardim, indiferente à agitação à sua volta e, de seguida, à calma que as ruas vazias tinham deixado? O que poderia ter corrido mal em algo tão perfeito? Poque é que ao contrário de todos os contos de fadas, este tinha começado bem e acabado mal?
A relação foi-se fortalecendo, a paixão era cada vez maior, pensavam num futuro comum, imaginavam-se a partilhar lado a lado todo o seu ciclo vital, como o casal mais feliz e apaixonado que alguma vez existira. Havia obstáculos é certo, mas foram ultrapassados com aquela compreensão mútua que resultava da união das suas mentes e apenas fortaleciam aquela paixão sobrehumana. Não havia lugar a ciúme, a ressentimento ou até a qualquer discordância digna de tal nome.
De repente porém, ela começara a afastar-se, a não aceitar o seu apoio, a quebrar a união que lhes era intrínseca. Ele, ainda apaixonado e envolto pela aura que os unia começou a sentir-se cada vez mais só e, acima de tudo, a sentir fragilidadedela, como se aquela força que os unia não a protegesse mais.
Um dia, o sonho acabou, acabou definitivamente e nunca mais o Universo haveria de criar tal energia que pudesse salvar este agora extinto mundo, que apesar de jovem já muito significado tinha dado ao mundo maior que o envolvia. Maior só fisicamente , porque o seu significado era nulo perante aquele grande amor.
Ele entrou numa batalha sem significado, impossível de ganhar, em que se ia iludindo com as vitórias e derrotas que só existiam na sua imaginação. Caiu num abismo emocional do qual não conseguia sair pois continuava a iludir-se insistentemente.
Teve os seus momentos em que pensava ter escalado um pouco do seu abismo interior, para de seguida cair ainda mais fundo, fazendo o abismo aprofundar-se cada vez mais.
Mas hoje não, estava naquele banco de jardim, deixando-se infiltrar pela vida que aquela água lhe dava. Já tinha sofrido tudo o que tinha a sofrer e agora, aquela chuva, ao contrário do que se podia esperar não formava lama que o prendesse mais ao fundo do abismo, fazia antes erguer-se do fundo de si próprio. Hoje aquela história acabaria para não mais recomeçar e ele enfrentaria o mundo que afinal ainda o rodeava. Não como a pessoa mais feliz do mundo que outrora havia sido, mas ainda com toda a alegria que lhe era possível, disposto a encontrar alguém com quem construir um novo mundo.
A chuva terminou, o sol iluminou as gotas que pendiam das folhas. Ele levantou-se e todo o mundo voltou a girar como afiinal sempre tinha girado.
FIM
(ou antes
INÍCIO)
Citação:
"O destino dos homens é governado pelas suas acções passadas e presentes."
Amar,
amar verdadeiramente,
pelo que se ama lutar
sem esconder o que se sente.
O amor não controlar,
deixá-lo estar sempre presente,
a nossa vida lhe entregar
sem o deixar ser uma corrente.
Todas as formas de amor
nos devemos deixar sentir
por mais que inflinjam dor.
Qualquer que seja a dor que nos possam inflingir
será sempre maior o calor
que nos dão ao sorrir.
Citação:
"A vida é muito bela quando no-la contam ou a lemos nos livros; mas tem um inconveniente: é preciso vivê-la."
Não concordo que seja um inconveniente, mas é mesmo preciso vivê-la...
Sonhar,
deixar os sonhos em liberdade,
deixar-nos por eles guiar,
conseguir viver de verdade.
O pensamento deixar voar,
pelos momentos que deixam saudade,
beber o que a vida tem para nos dar,
aproveitar a sua bondade.
Deixar os sonhos fluir
num imenso rio de cores
e não ter medo de submergir.
Desenhar campos de flores,
com os sonhos a colorir
e a inundar-nos de doces odores.
Lutar,
lutar até ao fim,
tudo o que possamos desejar
poderemos conseguir assim,
O que desejamos alcançar,
nossos desejos de marfim,
só poderemos concretizar
lutando, tal espadachim.
Nunca se deixar vencer,
e por mais batalhas que sejam perdidas
nunca deixar de se erguer.
E nas batalhas vencidas,
nunca por feliz se ter,
exigir sempre mais das nossas vidas.
Sofrer,
sofrer com alegria,
com o sofrimento viver,
vencê-lo no dia-a-dia.
Chorar nunca temer,
libertar o que nos angustia,
para o sofrimento vencer,
transformá-lo em energia.
O sofrimento evitar,
nunca vamos conseguir,
mas podemo-lo ultrapassar.
Sofrimento vamos sentir,
e não vale a pena contariar,
temos de encará-lo, vencê-lo, sorrir...
Amar, sonhar, lutar e sofrer,
as pedras de suporte,
que nos fazem viver,
viver... até à morte.
O poema foi uma tentativa de englobar a vida, sem pessoalizar, falando só do que é intrínseco ao viver do comum dos mortais (mais uma frase a recordar esta...). Não correu muito bem, mas fica a ideia... A poesia dever ser interpretada por cada um, mas eu para isto rimar tive de usar palavras que são muito pouco explícitas e então vou só explicar alguns versos, usando aliás palavras de verdadeiros escritores. Começando por
"a nossa vida lhe entregar
sem o deixar ser uma corrente"
Estes versos têm inerente a ideia de "estar preso por vontade" do nosso grande Luís Vaz de Camões.
Outra passagem passível de causar confusão, embora me pareça mais explícito é
"beber o que a vida tem para nos dar
aproveitar a sua bondade".
Aqui a ideia é do grande escritor Paulo Coelho, quando no "Alquimista" defende "Quando um homem deseja muito uma coisa, todo o mundo conspira para que consiga realizá-la".
A última situação que poderá carecer de análise, será
"Que nos fazem viver,
viver... até à morte".
Mais uma vez pego na ideia do meu filósofo favorito, Paulo Coelho, apresentada n' "O Zahir", em que a personagem principal, ela própria um alter-ego do autor, diz que gostaria de ter na lápide da sua sepultura "Morreu enquanto estava vivo". Acho que assim se torna perceptível, mas aconselho a leitura do livro.
Obviamente que ninguém analisa um próprio poema (aliás, não devia analisar os de ninguém) mas eu não sou igual a ninguém, sou eu... Queira lá isso dizer o que for...
Olá a todos! Se continuam mesmo sem mais nada para fazer além de ler os meus disparates digam, eu sou capaz de vos arranjar uns links de coisas mais úteis (nada de mentes perversas...). Entretanto, enquanto esperam podem ir lendo mais uns delírios...
Antes de mais, estou a escrever numa aula de "Enfermagem ao Adulto" e a mulherzinha que nos tenta dar aulas percebe tanto do assunto que acho que sempre é mais útil ir escrevendo. E também porque não consigo estar atento...
Ora resumamos (escrevi mesmo esta palavra?!), continuo pensar na menina, no que passámos juntos e no que fui com ela... Não sei mesmo o que sinto... Não a esqueço, mas também não me imagino com ela agora,estou desiludido de mais. Ora está tudo bem, ora só dá desprezo... Estou farto de ser só eu a fazer o que quer que seja... Já estive disposto a isso mas mais não... Talvez só pense tanto nela porque com ela eu era o que realmente quero ser. Embora de nada me tenha servido, é certo...
É tempo de passar à frente, mas não consigo imaginar encontrar alguém como ela... Não seiexplicar, aquele jeito tão alegre, aquela força de viver, mas ao mesmo tempo aquela carência de mimos. Aquela energia e brilho quase infantis, com aquela maturidade e consciência. Aquele romantismo tão bem combinado com a sensualidade. Não sei, não consigo conceber alguém assim, demasiado perfeita. Como pode alguém assim ter-me desiludido tanto?
Não me despeço mais com um "Amo-te", não por não te amar, mas só por não saber... E quiçá, por não te querer amar.
Citação:
"Ao perder-te, perdemos ambos. Eu perdi quem mais amei, tu perdeste que mais te amou. Mas tu perdeste mais, porque eu voltarei a amar como te amei, mas tu jamais serás amada como foste por mim"
Este post é completamente inútil (sim os outros também, mas este ainda é mais), é só mesmo para avisar que os próximos 3 posts já foram escritos nas últimas semanas, mas tive sem PC. (digam lá que não foram semanas de felicidade para vocês...)
Pois, como o título indica, o post é sobre a "ciência e arte de cuidar" dos outros, a mais bela profissão do mundo, a Enfermagem. Não, não vai ser nenhum poema de elogio da profissão, nem uma reivindicação, mas tão-só uma tentativa de entender aqueles de quem cuidamos.
Aqui jaz o meu corpo,
aqui neste leito perdido,
berço flutuante e insignificante
na crista desta onda,
o olho deste furacão,
deste turbilhão de atarefadas batas brancas,
demasiado ocupadas para ver o meu interior,
para acompanhar o meu pensamento,
esse ser que é livre,
viaja pelo mundo,
explora, desbrava, vê lindas paisagens,
está com os amigos,
trabalha, é útil e,
por fim repousa,
jaz noutro leito,
familiar, acolhedor,
com carinho, calor e amor.
Onde estou eu afinal?
Citação:
"O melhor ponto de vista para compreendr uma pessoa é pôr-se no lugar dela."
O teu olhar
Oh imenso labirinto
mundo por explorar
para descobrir o que sinto.
O teu brilho, o teu sorriso
que me fazem viver
me levam ao paraíso
e nos teus olhos me perder.
Um toque teu
Mundo de fantasia
Um mundo que era só meu,
a que só tu davas alegria.
Em silêncio
Dizemos tudo
Movemos o mundo,
criamos o nosso mundo
Só existimos nós,
nós e o nosso amor.
Só para esclarecer algum leitor que se possa interessar pela minha vida (se houver mesmo alguém que se interesse aconselho-o a sair de casa porque a minha vida é uma monotonia... ou depende do ponto de vista... Enfim, adiante...) é só para avisar que isto foi escrito a pensar num momento de passado. Os sentimentos são actuais mas a situação é a mesma de sempre.
Citação:
"Querer é ter a corgem de enfrentar os obstáculos."
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